Lição Jovens - 3º Trimestre de 2026 - CPAD

Revista de Jovens do 3º Trimestre da CPAD abordará tema sobre Fidelidade às Escrituras em Oposição à Apostasia. Tenha uma visão geral, um pequeno estudo bíblico, materiais de apoio PDF e infográficos, e saiba como se preparar para o novo trimestre.

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Por Moacir David9 min de leitura16/06/2026
Lição Jovens - 3º Trimestre de 2026 - CPAD

Introdução

O 3º trimestre de 2026 está se aproximando e com isso, as novas lições e seus temas para a Escola Bíblica estão sendo divulgadas pelas editoras cristãs, como por exemplo, a Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD).

Como detalhado em outro post aqui no blog do eScriptura, o currículo e lições do 3º trimestre da CPAD tem um vasto conteúdo atual e relevante para todas as classes, a começar pela turma dos jovens, que estudará um tema prático para a atualidade.

Veja neste post uma visão geral do trimestre, um pequeno estudo bíblico sobre a lição, dicas para se preparar e acompanhe os materiais de apoio PDF que serão publicados ao decorrer do trimestre aqui no blog do eScriptura.

Fidelidade às Escrituras em Oposição à Apostasia

A classe dos jovens estudará no 3º trimestre o tema Fidelidade às Escrituras em Oposição à Apostasia: Lições Espirituais no Livro de Juízes”. O comentarista da lição é o Pr. Valmir Nascimento. Ele é pastor auxiliar na Assembleia de Deus em Cuiabá, no Mato Grosso. Tem mestrado em Teologia e doutorado em Filosofia, além de ser autor de várias obras publicadas pela CPAD e presidir o Conselho de Educação e Cultura Local e estadual.

Imagem ilustrativa contendo a capa da Lição Bíblica Jovens – 3º Trimestre de 2026. Capa: CPAD.

O objetivo da lição é utilizar o livro de Juízes, do Antigo Testamento, e os seus exemplos, para ensinar aos jovens que:

  • A desobediência a Deus tem consequências dolorosas;
  • Viver sem uma direção espiritual e verdade absoluta leva ao caos moral e destruição da sociedade - o relativismo já existente naquela época;
  • Que, mesmo nos altos e baixos do povo de Israel, Deus, em sua misericórdia, levantava homens e mulheres de Deus ousados e cheios do Espírito Santo para livrá-los da opressão de inimigos estrangeiros;
  • Por fim, Deus usa os seus servos para obras grandiosas, apesar das falhas humanas, porque a sua graça capacita os homens a servir para o Reino de Deus - é necessário obediência ao SENHOR e uma vida de santidade.

Sumário da lição

Ao longo do trimestre, os alunos da classe de jovens estudarão as seguintes lições, distribuídas em 13 aulas:

  1. Lição 1 - O Livro de Juízes: Quando Cada um Fazia o que Parecia Certo
  2. Lição 2 - Fidelidade a Deus: Uma Questão de Escolha
  3. Lição 3 - Clamor e Libertação: A Liderança de Otniel
  4. Lição 4 - Eúde e Sangar: Deus Usa os Improváveis
  5. Lição 5 - Débora e Baraque: União para Fazer a Obra de Deus
  6. Lição 6 - Gideão: Deus Transforma a Insegurança em Coragem
  7. Lição 7 - O Fim da Liderança de Gideão e o Governo de Abimeleque
  8. Lição 8 - Jefté: De Rejeitado a Libertador
  9. Lição 9 - Sansão: A Força e a Fraqueza de um Jovem
  10. Lição 10 - Sansão: Entre Vitórias e Derrotas
  11. Lição 11 - Crise Espiritual e Falsa Religiosidade
  12. Lição 12 - Tempos de Decadência Moral e Maldade
  13. Lição 13 - Esperança em Meio ao Caos: Aguardando a Vinda do Rei

O blog do eScriptura postará conteúdos e materiais de apoio aos professores, em PDF e infográficos para auxiliá-los durante o novo trimestre. Siga-nos nas nossas redes sociais (Instagram: @escripturaebd) e acompanhe nossos posts aqui.

O Livro de Juízes

No Antigo Testamento (AT), o Livro de Juízes é marcado por ciclos de rebeldia, desobediência e apostasia do povo israelita contra Deus, seguidos de juízos de Deus, permitindo que nações estrangeiras os escravizassem e os oprimissem.

Talvez o versículo que mais resuma o período de caos moral e espiritual que compreende o tempo dos juízes esteja escrito em Juízes 21:25:

Naqueles dias, não havia rei em Israel, porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos.

Juízes 21:25 | Versão ARC

Quando na angústia Israel se arrependia dos seus pecados, Deus levantava homens corajosos e cheios do seu poder (e, conforme o livro de Juízes, uma vez, uma mulher, chamada Débora, forte e ousada) para livrar a nação da mão das nações que os afligiam; o povo vivia nos caminhos do SENHOR, obedecendo a lei, até que o juiz morria e o ciclo se repetia.

Infográfico com visão geral do livro de Juízes - EBD 3º trimestre de 2026 - Classe dos Jovens - CPAD

Em Juízes, podemos aprender que para os nossos erros há consequências e correções pedagógicas da parte de Deus, assim como Israel passou. Além disso, que o caminho da desobediência e da falta de uma verdade absoluta pode nos levar a caminhos de destruição e a uma sociedade mergulhada em caos moral e social.

Por fim, também vemos a misericórdia de Deus, pois mesmo o povo israelita pecando contra Deus, seguidos do juízo divino, ao se arrependerem, o SENHOR lhes dava livramento por meio dos juízes; também, a ação da graça, quando Deus usou homens falhos para liderar Israel nesses tempos difíceis - mostrando que a vitória não vinha por causa dos líderes em si, mas do poder e manifestação da graça de Deus sob a vida dos juízes.

Para o trimestre, dois temas chaves para que os professores se aprofundem para a ministração das aulas é o relativismo (filosófico, moral e cultural) e o perigo da apostasia. Tal como os israelitas viviam esses perigos naquele tempo, nossos jovens e sociedade atual estão sob a mesma influência dessas ideias.

O perigo do relativismo

Assim como na atualidade, o povo israelita vivia em um momento de conflitos morais, sociais e espirituais: não havia uma liderança centralizada (um líder), pois Josué já havia morrido; como o relato bíblico diz, os israelitas agiam conforme as suas próprias vontades e desejos do coração.

Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada qual fazia o que parecia direito aos seus olhos.

Juízes 17:6 | Versão ARC

Isso é o relativismo atuando na época dos juízes. Essa visão de mundo prega que não existe verdades absolutas e que não há bem ou mal, certo ou errado.

Ideias de que o ser humano pode, por si mesmo, ser o centro de toda a fonte moral e decidir os destinos de sua vida existem desde a antiguidade. Na Grécia Antiga, por volta de 500 a 300 anos a.C., filósofos da corrente filosófica sofista pregavam o relativismo da verdade e o antropocentrismo (o homem no centro de todas as coisas).

O expoente dessa filosofia que dá base para o relativismo moral, cultural e outras manifestações, foi um homem chamado Protágoras, que defendia a centralidade do homem na decisão do que é certo ou errado. Sua famosa frase resume seu pensamento:

“o homem é a medida de todas as coisas” (Protágoras)

Com isso, o filósofo quis dizer que o ser humano é quem decide o conceito de verdade ou mentira, bem ou mal, belo ou feio, retirando qualquer autoridade de algo que seja considerado verdade absoluta.

O relativismo se mostra ainda mais perigoso quando diz que a noção de verdade, do bem ou mal é subjetiva, sendo construída pelas experiências, culturas, pelo passar do tempo, opiniões e própria vontade de cada ser humano. Sendo assim, o que é verdade para uma pessoa pode não ser para outra.

A luz da Palavra de Deus, a Bíblia, isto é perigoso, pois, como afirma o profeta Jeremias no capítulo 17 e versículo 9, "o coração do homem é enganoso e perverso […]”, sendo assim, o próprio homem caído, depois do pecado no Éden, não pode por si mesmo produzir conceitos moralmente justos e santos, se não for com a ajuda do Espírito Santo e revelação das Sagradas Escrituras, a verdade absoluta, lâmpada para os pês e luz para o caminho daqueles que creem e obedecem (Salmo 119:105).

O próprio Jesus afirmou que a Bíblia, a Palavra de Deus, é a verdade (João 17:17). Além disso, Cristo afirmou que é “o caminho, a verdade e a vida […]” (João 14:6), não deixando espaços para relativismos ou “verdades”. Desde o Antigo Testamento, lemos que Deus e sua Lei é a verdade absoluta poderosa para reger a humanidade.

Ideias relativistas ameaçam nossos jovens e membros de nossas igrejas de todas as idades, pois na atualidade, as correntes filosóficas e ideologias do pós-modernismo são influenciadas por estes pensamentos de que não há verdade absoluta. Como consequência, nossos jovens precisam estar preparados para permanecerem firmes na fé em um mundo que não sabe distinguir o que é verdade ou mentira e torna-se cada vez mais hostil ao cristianismo.

A apostasia como problema a ser combatido

Outro problema enfrentado por Israel no tempo dos juízes e que serve de alerta para todos nós nos dias de hoje é o risco da apostasia.

Segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal (BEP), a apostasia, substantivo do grego “apostasia” e verbo “aphistemi” (utilizado na advertência da carta aos Hebreus, capítulo 3:12) é o abandono, afastamento ou deserção da fé, de maneira voluntária e deliberada, podendo ocorrer de duas formas:

  • Apostasia teológica: quando um cristão, de maneira consciente e deliberada, nega tudo o que aprendeu da Palavra e rejeita todos os ensinos, agora, os contrariando (1 Timóteo 4:1; 2 Timóteo 4:3) - por exemplo: uma pessoa creu que Jesus é o Filho de Deus, o Salvador da humanidade, mas, de repente, nega que a salvação é única e exclusivamente pela graça, mediante a fé em Jesus e passa a acreditar que todos os caminhos levam a Deus;
  • Apostasia moral: acontece quando um crente em Jesus, mesmo estando na igreja, abandona sua vida de santidade e comunhão com Deus e, de maneira deliberada, volta para as práticas pecaminosas e mundanas que vivia antes, rejeitando o padrão moral de santidade exigido por Deus (Hebreus 6:4-6).

Quanto a apostasia, precisamos estar vigilantes e também admoestarmos nossos jovens sobre o perigo de deixar o coração ser endurecido pelo engano do pecado, pelas ilusões do mundo e pela incredulidade em Deus. Como diz o escritor aos hebreus:

Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo. Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado.

Hebreus 3:12-13 | Versão ARC

A possibilidade de apostasia e perda da salvação é real segundo os versículos bíblicos citados e a linha de pensamento teológica alinhada às Assembleias de Deus na soteriologia - denominação que adota essa revista nesse trimestre.

Por isso, professor, esteja preparado para com base bíblica, estudo histórico, filosófico e, acima de tudo, com a direção de Deus e ação do Espírito Santo, ministrar aulas que fortaleçam os seus alunos na fé, para que permaneçam edificados na Rocha, que é Cristo.

Adquira as revistas e livro de apoio

Já quer seu material antes do trimestre iniciar? É possível adquirir as revistas de jovens através do Mercado Livre, na loja oficial da CPAD. Eis os links abaixo:

Lição de jovens - alunos:

Lição Alunos - Jovens - 3º Trimestre 2026 - CPAD

Lição de jovens - professor:

Lição Professor - Jovens - 3º Trimestre de 2026 - CPAD

Lição de jovens - livro de apoio:

Livro de apoio - Jovens - 3º Trimestre 2026 - CPAD

A vantagem de comprar as lições pelo Mercado Livre e na loja oficial da CPAD nesse marketplace é o tempo de entrega mais ágil - comum das entregadoras do site.

Autor do artigo
Moacir David

Moacir David

Servo de Jesus Cristo. Desenvolvedor formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pelo IFPB – Campus Cajazeiras. Atua como secretário da Escola Bíblica Dominical e professor auxiliar da classe de jovens no templo sede da Assembleia de Deus em Marizópolis–PB.