Lição 3 - Jovens - CPAD 3º Trimestre 2026

Resumo, estudo bíblico e comentários da lição 3 da Classe dos Jovens do 3º trimestre de 2026 da CPAD.

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Por Moacir David7 min de leitura19/07/2026
Lição 3 - Jovens - CPAD 3º Trimestre 2026
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Introdução

A terceira lição da classe de jovens do 3º trimestre de 2026 da CPAD chegou e nos traz uma reflexão importante sobre liderança, provações, fidelidade à Deus e a misericórdia divina.

Nesta lição, você poderá usar o exemplo de Otniel, o primeiro juiz levantado por Deus em Israel e o contexto histórico na nação para trazer lições valiosas para o dia-a-dia para os seus alunos, caro professor.

Título da lição

Clamor e libertação: a liderança de Otniel

Veja o texto principal da lição 3 de jovens do 3º trimestre de 2026 da CPAD:

Texto principal

"E os filhos de Israel clamaram ao Senhor, e o Senhor levantou aos filhos de Israel um libertador, e os libertou: Otniel, filho de Quenaz, irmão de Calebe, mais novo do que ele." (Juízes 3:9)

Eis o resumo da lição:

Resumo da lição

A liderança servidora e abnegada é uma marca da vida cristã.

Professor, aproveite a sugestão de leitura bíblica semanal para incentivar os seus alunos à leitura da Palavra:

Leitura semanal6 dias
Segunda
Romanos 5:3-4 - Gloriando na tribulação
Terça
Efésios 6:10-17 - Preparados para a batalha
Quarta
2 Coríntios 6:14 - Cuidado com o jugo desigual
Quinta
Gálatas 5:1 - Firmes na liberdade de Cristo
Sexta
Marcos 10:42-45 - O líder servidor
Sábado
Capacitados pelo Espírito

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Tópico 1: o povo de Isael sob opressão mesopotâmica

O primeiro tópico da lição começa falando sobre o contexto em que os israelitas estava vivendo, narrado a partir de Juízes capítulo 3: sob opressão e escravidão dos povos mesopotâmicos por 8 anos, debaixo da liderança do rei Cusã-Risataim.

Este momento difícil que a nação vivia não era aleatório: era resultado da desobediência do povo às ordens de Deus, como o amoldamento a cultura local dos povos cananeus, idolatria e alianças e relacionamentos, tudo conforme contrário o que Deus tinha determinado (Deuteronômio 7:3):

5 Habitando, pois, os filhos de Israel no meio dos cananeus, e heteus, e amorreus, e ferezeus, e heveus, e jebuseus, 6 tomaram de suas filhas para si por mulheres e deram aos filhos deles as suas filhas; e serviram a seus deuses. 7 E os filhos de Israel fizeram o que parecia mal aos olhos do Senhor, e se esqueceram do Senhor, seu Deus, e serviram aos baalins e a Astarote.

Juízes 3:5-7 | Versão ARC, Bíblia Sagrada

Mais uma vez, o povo israelita (nova geração que nasceu na Terra Prometida) não guardou os mandamentos do SENHOR e desobedeceram a Deus. Os atos rebeldes foram:

  • Alianças com os povos locais: ao invés de expulsarem os cananeus de suas terras, conforme Deus tinha ordenado, os israelitas os deixaram vivendo na terra de Canaã e estabeleceram alianças e relacionamentos com eles, perdendo a identidade judaica e assimilando os costumes pagãos regionais;
  • Jugo desigual: conforme Deus tinha ordenado (Deuteronômio 7:1-11), os israelitas não deveriam casar nenhum de seus jovens e moças com os povos de Canaã, pois isso serviria de tropeço e laço para eles, introduzindo a idolatria - o que, de fato, ocorreu - os matrimônios entre israelitas e povos cananeus permitiram a adoção de adoração a deuses falsos em Israel;
  • Idolatria: como consequência da desobediência do povo a Deus, povos cananeus continuaram morando na terra, permitindo com que a tentação à idolatria assolasse Israel, culminando na introdução do culto aos deuses de Canaã entre os israelitas, como devoção aos ídolos (baalins) e a deusa Astarote.

Diante da desobediência do povo, Deus permitiu que o rei Cusã, da Mesopotâmia, escravizasse a nação por 8 anos, como forma de disciplina e pedagogia do SENHOR para que os israelitas aprendessem a temer a Deus e, também, aprendessem a arte da guerra, já que a geração anterior tinha acabado e eles não tinham suas próprias experiências de guerra ainda.

Tomando a armadura de Deus

A geração atual (Juízes 3) de Israel não tinha experimentado ainda as guerras que a anterior tinha passado. Era necessário ter sua própria experiência na guerra. O SENHOR tinha permitido que eles passassem pela experiência da opressão mesopotâmica para aprenderem a lutar. Assim é na vida cristã, caro professor. Diga aos alunos que Deus permite lutas em nossa caminhada para nos disciplinar (Provérbios 3:11) ou nos fortalecer na fé, mas, em todos esses momentos, ele nos convida a nos revestirmos da armadura espiritual que Ele oferece (Efésios 6:10-17) para resistir aos dias maus.

Professor, quando a Bíblia fala sobre a expulsão dos povos cananeus não é uma questão de injustiça ou crueldade arbitrária da parte de Deus. Conforme a Bíblia em Gênesis 15:16, Deus falou a Abraão e prometeu que após cerca de 400 anos de escravidão no Egito (terra estrangeira), eles tomariam posse da Terra Prometida ao patriarca, porque a paciência divina com os povos locais estava esgotando.

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A expulsão dos cananeus não era questão étnica

A ordem de Deus para expulsar e matar os povos de Canaã por meio de Israel não foi por mera questão étnico-racial. Devemos lembrar todo o contexto bíblico: Deus havia prometido a terra de Canaã à descendência de Abraão e essa terra seria conquistada após a "media dos amorreus" se acabar (Gênesis 15:16). Deus é paciente e misericordioso (2 Pedro 3:9). 400 anos se passaram e os povos cananeus deliberadamente estavam envolvidos em atos de crueldade militar e violência extrema, prostituição e atos sexuais promíscuos, feitiçaria e idolatria, além do terrível ato do sacrifício de bebês aos deuses locais, como Moloque. A justa sentença de Deus haveria de chegar, e chegou: expulsão e aniquilação das nações perversas e suas práticas. Israel falhou ao não obedecer esta ordem por completo, caindo nos mesmos erros posteriormente e também sofrendo juízos de Deus, sem dois pesos e duas medidas.

O problema do jugo desigual

Israel falhou em um ponto que Deus já havia deixado claro: não ter nenhum relacionamento matrimonial com os povos de Canaã.

Pelo relato bíblico, fica claro que os israelitas casaram-se e deram-se em casamento com os cananeus (Juízes 3:5-6). Isso permitiu a introdução da idolatria em Israel, através desses casamentos mistos.

Eis o perigo do jugo desigual: qualquer aliança, seja amorosa (relacionamentos de namoro e/ou casamento), ou comerciais ou qualquer outro pacto com pessoas que não comungam dos mesmos princípios e fé pode levar pessoas ao fracasso.

O que é jugo desigual na Bíblia - eScriptura EBD

Aqui, a questão não é necessariamente que a perfeição e relacionamentos sem problemas só existem entre cristãos. A advertência bíblica dada por Deus no Antigo Testamento e repetida por Paulo em 2 Coríntios 6:14 (que também pode ser aplicada aos relacionamentos amorosos) é a questão espiritual.

O jugo, conforme imagem acima, era uma peça colocada em animais para que fossem presos à uma carroça. Se colocados em animais de tamanhos ou espécie diferentes, havia sofrimento para os animais, perda de produtividade e machucava-os.

Assim, na vida espiritual, social, emocional e em outras áreas, uma aliança e pacto sério entre pessoas que professam fé e valores diferentes pode ser danoso, destrutivo e fadado ao fracasso - enquanto uma das partes, por exemplo, pensa em agir conforme os princípios cristãos e obediência a Deus, a outra pode não concordar e não querer servir a Deus, gerando uma tensão no relacionamento que é desgastante.

Com isso, professor, lembre aos seus alunos que devemos ter cuidado com nossos relacionamentos e alianças. Não é exclusivismo e também não é instituir uma parede entre crentes e não crentes, mas evitar qualquer estreitamento de laços com quem não quer servir ao SENHOR; para os jovens, é propício falar dos perigos do namoro com não cristãos.

Tópico 2: Otniel: o primeiro juiz

Em opressão, o povo de Israel clamou ao SENHOR (Juízes 3:9). Deus, em Sua misericórdia, ouviu o povo e levantou um homem, pelo Seu poder e graça, chamado Otniel, sobrinho de Calebe.

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Otniel provavelmente se inspirou na coragem de liderança de seu tio, Calebe, um dos dois espias que confiou no SENHOR e foi guerreiro diante de Deus na luta pela conquista da Terra Prometida. Um bom exemplo de serviço a Deus pode impactar vidas e inspirar quem está nos observando - por isso, devemos ter cuidado com o nosso testemunho de fé cristã.

O que chama a atenção é o clamor de Israel a Deus por socorro e a resposta de Deus, levantando Otniel para libertar o povo da opressão da Mesopotâmia.

O clamor

É um pedido de socorro ou oração mais "profunda", com mais fervor ou com um senso de urgência em direção a Deus, pedindo algo. A Bíblia é repleta de exemplos de clamores que tocaram o coração de Deus e mudaram histórias, como o clamor do rei Asa, em 2 Crônicas 14:11, quando ele pediu socorro a Deus diante da ameaça do rei etíope e Deus lhe concedeu vitória.

O SENHOR ouve e responde um coração arrependido, contrito e que clama a Ele com sinceridade. É uma promessa bíblica da parte de Deus ouvir o nosso clamor e nos responder quando o buscamos com sincero coração:

"Clama a mim, e responder-te-ei e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes, que não sabes."

Jeremias 33:3 | Versão ARC, Bíblia Sagrada

Otniel foi um bravo guerreiro do SENHOR - seu nome carrega o significado de “Leão de Deus” ou “Força de Deus”, indicando sua bravura e coragem diante das lutas.

Por isso, foi um líder bem sucedido em Israel e, pela força do SENHOR, libertou a Israel das mãos dos mesopotâmios. E, concluindo suas qualidades, podemos destacar a sua fidelidade a Deus, quando escolheu obedecer aos mandamentos divinos, casando-se com uma israelita (a filha de Calebe - Juízes 1:13-15).

Tópico 3: Capacitados pelo Espírito do Senhor

As vitórias alcançadas por Otniel não vieram de sua própria força, sabedoria ou estratégia militar. Mas a Bíblia diz que ele recebeu revestimento do Espírito Santo (Juízes 3:10).

Essa capacitação sobrenatural foi responsável por ajudar Otniel em suas batalhas. Da mesma forma, nós, os crentes em Jesus, precisamos da unção do Espírito Santo de Deus para vencermos as guerras diárias.

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Na dispensação atual, no Tempo da Graça, o Espírito Santo está disponível para todos os que crerem em Cristo Jesus e, mais além, há uma promessa de batismo com o Espírito Santo, uma experiência e capacitação secundária e distinta da salvação, conforme a teologia pentecostal clássica e Declaração de Fé das Assembleias de Deus (denominação que estuda essa lição).

Ser cheio do Espírito Santo capacita o crente a ter visão espiritual, a vencer batalhas internas, tentações do inimigo e o próprio mundo. O batismo com o Espírito Santo é uma experiência distinta da salvação, capacitando o crente com poder do alto, de maneira transbordante, para cumprir a missão do Reino de Cristo de propagar o evangelho e edificar a igreja com os dons concedidos pelo Espírito.

No final da lição, vemos que Otniel terminou seus dias em paz, após, capacitado pelo Espírito do Senhor, vencer guerras. Esse período foi de 40 anos (Juízes 3:11). A paz é um fruto do Espírito Santo (Gálatas 5:22) - somente o Espírito Santo, que sustenta o crente em liberdade, pode trazer paz e descanso ao coração e alma humana.

Perguntas e respostas

Qual o tema da lição 2 dos jovens do 3º trimestre de 2026 da CPAD?
Clamor e libertação: a liderança de Otniel
Qual o resumo da lição 2 do 3º trimestre de 2026 dos jovens da CPAD?
A liderança servidora e abnegada é uma marca da vida cristã.
Quem foi o primeiro juiz de Israel?
Foi Otniel, levantado por Deus para libertar o povo de Israel da opressão mesopotâmica.
O que é jugo desigual em relacionamentos na Bíblia?
É qualquer forma de relacionamento ou aliança entre pessoas que não comungam da mesma fé e princípios, podendo ser perigoso espiritualmente e fadado ao fracasso.
Qual o papel do Espírito Santo na vida dos crentes?
O Espírito Santo convence o homem do pecado, do juízo e da justiça, testemunha da verdade de Cristo e reveste o crente de poder do alto para vencer as guerras diárias.

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Autor do artigo
Moacir David

Moacir David

Servo de Jesus Cristo. Desenvolvedor formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pelo IFPB – Campus Cajazeiras. Atua como secretário da Escola Bíblica Dominical e professor auxiliar da classe de jovens no templo sede da Assembleia de Deus em Marizópolis–PB.