Lição 7 - Jovens - 3º Trimestre de 2026 - CPAD
A lição 7 do 3º trimestre de 2026 da Classe dos Jovens da CPAD fala sobre a transição da liderança de Gideão para Abimeleque, juízes em Israel. Estude com o eScriptura - EBD e tenha infográficos, contexto bíblico e histórico gratuito.
Compartilhe este artigo:

Introdução
Depois de estudarmos o chamado e a vitória de Gideão, chegamos à fase final de sua liderança e aos acontecimentos que envolveram seu filho Abimeleque.
O fim da liderança de Gideão e o governo de Abimeleque
A lição mostra que uma grande vitória não significa que todas as batalhas foram vencidas. Gideão foi usado poderosamente por Deus, mas também tomou decisões que trouxeram consequências para sua família e para Israel.
“Então, se ajuntaram todos os cidadãos de Siquém e toda Bete-Milo; e foram e levantaram a Abimeleque como rei, junto ao carvalho alto que está perto de Siquém.” (Juízes 9:6).
Em seguida, Abimeleque aparece como um exemplo de liderança sem chamado divino, marcada pela ambição, manipulação e busca pelo poder.
A liderança cristã deve ser exercida em constante vigilância, para que os líderes não sejam seduzidos pelo orgulho e pelo poder.
Esta lição nos chama à vigilância, lembrando que devemos examinar constantemente nossas motivações e buscar exercer qualquer liderança para a glória de Deus, e não para nosso próprio reconhecimento.
Eis a leitura bíblica semanal:
Tópico 1 — As falhas na liderança de Gideão
Depois da vitória sobre os midianitas, Gideão passou a enfrentar problemas internos. A tribo de Efraim reclamou por não ter participado inicialmente da batalha, enquanto os homens de Sucote e Penuel se recusaram a ajudá-lo na perseguição aos reis midianitas.
Após capturar os inimigos, Gideão puniu os líderes dessas cidades, demonstrando que, mesmo depois de uma grande vitória, seu coração ainda precisava permanecer vigilante.

Israel então pediu que Gideão se tornasse rei e estabelecesse uma dinastia. Ele respondeu corretamente que “o Senhor sobre vós dominará” (Jz 8.23).
Porém, suas atitudes posteriores não acompanharam completamente essa declaração. Gideão recebeu grande quantidade de despojos e mandou confeccionar um éfode, que colocou em Ofra. Aquilo acabou se tornando um objeto de idolatria e levou Israel ao pecado.
Sua vida familiar também apresentou sérios problemas. Gideão teve muitas mulheres e concubinas e gerou setenta filhos, além de Abimeleque, filho de uma concubina de Siquém. Essa estrutura familiar desordenada contribuiu posteriormente para rivalidades e conflitos entre seus próprios filhos.
A história de Gideão nos ensina algo importante: ser usado por Deus em determinada fase da vida não significa estar imune às consequências de escolhas erradas posteriormente.
A Bíblia apresenta seus acertos e também suas falhas para mostrar que os líderes precisam permanecer vigilantes até o fim. O orgulho, a busca por reconhecimento e o desejo de obter vantagens pessoais podem corromper até mesmo alguém que já foi grandemente usado pelo Senhor.
Tópico 2 — Abimeleque, um líder sem chamado divino
Após a morte de Gideão, Abimeleque decidiu conquistar o poder. Seu próprio nome significa “meu pai é rei”, e, diferentemente dos juízes levantados por Deus para libertar Israel, ele não recebeu um chamado divino para governar. Sua motivação era marcada pela ambição e sede de poder.
Para alcançar seu objetivo, Abimeleque utilizou uma estratégia baseada em manipulação. Primeiro, apresentou um discurso conveniente aos familiares de sua mãe, tentando convencê-los de que seria melhor que um único homem governasse em vez de muitos. Depois, recebeu dinheiro do templo de Baal-Berite e utilizou os recursos para contratar homens ociosos e violentos.
O resultado foi terrível: Abimeleque matou 69 de seus 70 irmãos, enquanto Jotão conseguiu escapar. Seu objetivo era eliminar possíveis concorrentes e estabelecer uma liderança absoluta.
A história apresenta um contraste muito forte: liderança verdadeira não é simplesmente ocupar uma posição de autoridade. Abimeleque conseguiu poder, mas não possuía o caráter de um líder levantado para servir ao povo. Sua liderança estava centrada em si mesmo.
Essa advertência também serve para nós. Na obra de Deus, é possível desejar uma posição, reconhecimento ou autoridade mais do que desejar servir ao Senhor. Por isso, precisamos examinar constantemente nossas motivações: estamos buscando servir ou sermos vistos? Estamos procurando a glória de Deus ou a nossa própria glória?
Tópico 3 — A parábola de Jotão e o fim de Abimeleque
Depois do massacre, Abimeleque foi proclamado rei pelos cidadãos de Siquém e Bete-Milo. Jotão, o único dos filhos de Gideão que havia sobrevivido, pronunciou uma parábola para denunciar aquela escolha.
Na parábola, as árvores procuravam alguém para reinar sobre elas. A oliveira, a figueira e a videira recusaram o governo porque estavam ocupadas produzindo frutos. Finalmente, o espinheiro aceitou a posição e ameaçou destruir aqueles que não o recebessem. O espinheiro representa Abimeleque: sem frutos, mas perigoso e destrutivo.
A parábola apresenta uma reflexão muito atual sobre liderança. As árvores frutíferas representam aqueles que preferem produzir, servir e beneficiar outras pessoas, enquanto o espinheiro representa alguém interessado na posição, mas incapaz de oferecer verdadeira proteção ou segurança. A pergunta para nós é inevitável: queremos liderança para servir ou para sermos reconhecidos?
Abimeleque, porém, não permaneceu no poder para sempre. Depois de três anos, surgiram conflitos entre ele e os cidadãos de Siquém. Posteriormente, durante uma batalha em Tebes, uma mulher lançou uma pedra de moinho sobre sua cabeça, ferindo-o mortalmente. Sua morte marcou o cumprimento da palavra de Jotão: o mal praticado por Abimeleque voltou sobre ele.
A história termina mostrando a soberania e a justiça de Deus. Abimeleque alcançou o poder por meios violentos e egoístas, mas sua trajetória terminou em ruína. Deus não aprova a liderança construída sobre orgulho, manipulação e violência.
Conclusão
A história de Gideão e Abimeleque apresenta dois alertas importantes sobre liderança. Gideão foi um homem usado poderosamente por Deus, mas suas últimas decisões revelaram fragilidade, negligência espiritual e problemas familiares. Abimeleque, por outro lado, buscou desde o início o poder para benefício próprio, utilizando manipulação, dinheiro e violência para alcançar seus objetivos.
A grande lição para nós é que uma liderança saudável precisa ser acompanhada de vigilância, caráter, temor a Deus e fidelidade ao chamado. Não basta começar bem; precisamos permanecer firmes até o fim.
Por isso, vale a pena fazer a pergunta proposta pela própria lição: quais são as nossas verdadeiras motivações? Estamos servindo a Deus porque queremos glorificá-lo ou porque desejamos reconhecimento, prestígio e poder?
Que nossa liderança, dentro ou fora da igreja, seja marcada não pelo desejo de dominar, mas pelo desejo de servir, produzir frutos e honrar ao Senhor.
Sua experiência também faz parte dessa história
Responda o levantamento "Como anda a Escola Bíblica no Brasil em 2026" do eScriptura Pesquisas e ajude as lideranças do Brasil a entender os desafios e cenário atual da EBD.
Posts relacionados

Moacir David
Servo de Jesus Cristo. Desenvolvedor formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pelo IFPB – Campus Cajazeiras. Atua como secretário da Escola Bíblica Dominical e professor auxiliar da classe de jovens no templo sede da Assembleia de Deus em Marizópolis–PB.
Comentários
Deixe um comentário
Seu endereço de e-mail é mantido em sigilo e não será exibido publicamente.






