Lição 4 - Jovens - CPAD 3º Trimestre 2026
Tenha um breve estudo bíblico, resumo e material de apoio para a 4º lição dos jovens do 3º trimestre de 2026 da CPAD - Escola Bíblica: Eúde e Sangar, juízes em Israel.
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Eúde e Sangar: Deus Usa os Improváveis
Chegamos a lição 4 do 3º trimestre de 2026 da CPAD na Classe dos Jovens segundo o currículo da CPAD, um trimestre que ensina aos jovens lições valiosas baseadas no livro de juízes, na Bíblia.
Nesta quarta lição, aprenderemos como Deus usa pessoas improváveis, como Eúde e Sangar, dois juízes que aparentavam, aos olhos humanos, não ter aptidões para alcançar vitórias.
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Eúde e Sangar: Deus Usa os Improváveis
Eis o texto principal da lição:
"Então, os filhos de Israel clamaram ao Senhor, e o Senhor lhes levantou um libertador: Eúde, filho de Gera, benjamita, homem canhoto. (Juízes 3:15a)
O resumo da lição 4 é este:
Deus realiza os seus propósitos por meio daqueles que o mundo considera incapazes.
Professor, aproveita sugestão de leitura semanal para incentivar os seus alunos a lerem a Bíblia:
Tópico 1 - Eúde: Deus usa os improváveis
Mais uma vez, começamos a lição sobre o recorrente ciclo de infidelidade de Israel para com Deus: em Juízes 3, o capítulo narra a liderança de Otniel, o primeiro juiz de Israel como estudamos na lição 3 (aula passada).
A libertação do povo de Israel das mãos dos mesopotâmicos deu um período de paz a Israel durante 40 anos. Porém, após a morte deste servo de Deus, Israel começou a pecar novamente contra Deus (Juízes 3:12).
Como estamos estudando, o ciclo de Israel no tempo dos juízes era composto de:
Abandono da fé
Uma geração de desviava dos caminhos do SENHOR e desobedecia a Lei de Deus.
Juízo divino
Deus permitia, em sua justiça, castigos para a nação, como a opressão de inimigos estrangeiros escravizando Israel, para que se arrependessem dos seus maus caminhos e se voltassem para Ele.
Israel se arrependia e clamava a Deus
Na angústia, Israel clamava a Deus e pedia por socorro.
Deus levantava um juiz
Deus ouvia o pedido de clamor e arrependimento da nação de Israel, levantando um juiz para libertar o povo da opressão inimiga. O ciclo se repete (volte a etapa 1).
Como consequência dos pecados de Israel, desta vez, Deus disciplinou o seu povo através da permissão de Moabe, nação gentia vizinha, por meio de seu rei, chamado Eglom, a escravizar Israel por dezoito anos.
Sabemos que Deus disciplina aqueles a quem Ele ama (Apocalipse 3:19; Provérbios 3:11) - com Israel não era diferente: o SENHOR permitiu uma situação adversa contra aquela nação para que eles experimentassem a sua justiça e ira divina.

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Mostre aos seus alunos o ciclo de infidelidade de Israel, mesmo após Deus ter levantado Otniel e dado grandes vitórias a eles.
Baixar infográficoUma das consequências amargosas e vergonhosas deste domínio moabita (com parceria com outros inimigos de Israel) foi a perda da Cidade das Palmeiras (Juízes 3:13), outrora chamada Jericó.
Josué tinha conquistado, com a força do SENHOR e de maneira milagrosa esta cidade (Josué 6) anteriormente. Aos olhos humanos, seria impossível para Israel conquistar aquela cidade, se não fosse a mão de Deus ajudando, pois Jericó era:
- Uma cidade fortificada: com muros grandes, espessos e muralhas que podiam chegar até 8 metros de alturas, a cidade tinha uma barreira de difícil penetração por inimigos, garantindo a existência da cidade por vários séculos;
- Uma cidade bem vigiada: não bastasse os muros, Jericó tinha grandes torres altas e fortes, com vigias - qualquer investiga contra a cidade teria retaliação das defesas de maneira rápida.
Deus deu vitória a Israel e Jericó foi conquistada; tornou-se a Cidade das Palmeiras e foi perdida por Israel pelas mãos de Moabe, inimigo dos israelitas, como consequência de seus erros.
É importante lembrar que podemos perder as bençãos que Deus tem reservado para nós, se vivermos em desobediência a Ele. Não se trata de barganha ou mérito diante do Eterno: mas a fidelidade à Deus nos conduz a um caminho de paz e prosperidade espiritual.
O contrário também ocorre: desobedecer a Deus abre brechas para consequências difíceis como perdas, dores e tristezas, perdendo aquilo que Deus nos concede por meio de sua graça (João 15:6; Hebreus 10:26-27; Apocalipse 2:4-5).
Um libertador improvável
Neste contexto difícil para Israel, Deus levanta Eúde, após Israel clamar por socorro (Juízes 3:15). Eúde não era alguém com características físicas que chamassem a atenção de Israel.
A Bíblia relata que ele era um homem canhoto (Juízes 3:15). Embora os estudiosos da Bíblia tentem entender se esse traço de Eúde era de nascença ou decorrente de algum problema durante a vida que o fez utilizar mais o braço e mão esquerda, isto tinha um significado importante no contexto cultural da época.
Para a cultura local daquele tempo, era a mão direita que significava força e destreza - com ela, bençãos eram proferidas (Gênesis 48:13-14) e a força divina era associada à mão direita de Deus (Salmos 118:15-16).
Os guerreiros normalmente sempre utilizavam a mão direita para a guerra - os mais habilidosos, por padrão. Então, neste sentido, Eúde poderia ser alguém menos “provável” para ser um grande guerreiro, libertador e juiz.
Porém, pela sua misericórdia, Deus o levantou para libertar Israel e, a partir dele, deu livramento das mãos dos moabitas: Eúde matou o rei de Moabe e, após isso, encorajou o povo a lutar contra aquela nação, matando 10 mil homens moabitas.
Embora não tenha sido Deus, em Si, executando aquelas ações, elas eram parte da permissão de Deus para que Israel fosse liberto do inimigo (naquela ocasião, Moabe).
Como Israel era uma teocracia naquele tempo (um país cujo governo era centralizado em Deus e liderado por Ele), as “guerras santas” que os israelitas travavam eram parte dos planos de Deus para conquista da Terra Prometida e juízo para as nações vizinhas. Eúde não cometeu um assassino, mas um ato de guerra para defesa de seu próprio povo.
Mas, observe, professor: nem tudo ocorreu conforme Deus queria ou foi moralmente aprovado por Deus: Juízes, na verdade, é um livro que mostra os fracassos morais e sucessos do povo de Deus naquele tempo.
Professor, eu te aconselho a fazer uma pergunta reflexiva para a classe: a aparência realmente conta? Nossa tendência é sempre valorizar o externo e o que, esteticamente, achamos mais bonito, forte ou saudável aos nossos olhos. Mas Deus vê diferente de nós: Ele escolhe as pessoas que nunca imaginaríamos para grandes ações (1 Coríntios 1:27) e não olha para a aparência, mas para as intenções do coração (1 Samuel 16:7), como na ocasião da escolha de Davi por Deus, através de Samuel. Com Eúde não foi diferente.
Tópico 2 - Sangar: Deus usa o que não temos à disposição
Depois da vitória que Deus deu a Israel por meio de Eúde, o povo teve um período de 80 anos de paz - mais ou menos duas gerações. Porém, um juiz não conhecido e com poucas informações sobre ele aparece na continuidade do relato bíblico: Sangar.
Em Juízes 3:31, a Bíblia relata Sangar libertando o povo israelita dos filisteus com uma vara afiada e longa, ferindo 600 homens da Filistéia. São apenas essas informações que encontramos.
Um homem, cujo o nome era estrangeiro (não de origem hebraica), indicando que provavelmente ele era um homem de outra nacionalidade que tinha se convertido ao SENHOR e obedecia as suas Santas Leis. Mais uma vez, Deus mostra que usa pessoas improváveis em Seus propósitos e em Sua soberania: um provável estrangeiro foi utilizado por Deus para libertar Israel dos filisteus.
Isso nos lembra a passagem de Atos capítulo 10, quando o apóstolo Pedro, na ocasião de Cornélio, o centurião, ter crido nas boas novas de salvação, chega a conclusão de que “Deus não faz acepção de ninguém, antes, se agrada de todo aquele O teme e que faz a sua vontade em todas as nações” (Atos 10:34-35).
Além da questão de ser um provável estrangeiro, a vitória dada por Deus a Israel por meio de Sangar foi através de uma arma não convencional: uma vara pontiaguda, chamada de “aguilhada de bois”.
Não teve armamento bélico sofisticado, mas a Graça e unção do SENHOR; nossas vitórias vem de Deus e nossas armas, em Deus, são poderosas (2 Coríntios 10:14) para nos ajudar em nossas lutas espirituais, como cristãos.
Tópico 3 - A questão da violência
Terminamos essa lição discutindo um assunto muito importante: foi e é Deus injusto no Antigo Testamento diante das guerras travadas por Israel?
Na atualidade, muitas pessoas que não são cristãs, críticas da Bíblia e céticos, por exemplo, utilizam esses textos do Livro de Juízes ou outras passagens do Antigo Testamente para dizer que Deus é “injusto, tirano, assassino e carrasco”.
Estas pessoas não compreendem o contexto histórico, social, político e espiritual da época, tampouco questões teológicas.
Professor, explique aos seus alunos, em primeiro lugar, que naquela época, Israel era uma nação teocrática - como qualquer nação ou país do mundo, este povo precisava de leis para que os regessem (e as Leis do SENHOR são justas, inclusive, base para a civilização ocidental em muitos aspectos).
Também, Israel precisava de defesa - então, um exército e guerreiros para se defender dos inimigos como as demais nações. Neste contexto, várias guerras aconteceram na soberania e permissão de Deus, para juízo das nações vizinhas, idólatras e cruéis.
Muitos argumentam que Deus matava crianças inocentes. Eles não compreendem a verdade bíblica que, desde Adão, todos os homens são moralmente corruptos e depravados desde o nascimento, separados da glória de Deus (Romanos 3:23).
Sendo assim, “poupar as crianças” nas guerras, naquele tempo, significaria deixar que possíveis inimigos crescessem com seus costumes e culturas pagãs, servindo de laço para Israel depois, inclusive, declarando guerras ao povo israelita.
Ademais, quando se fala nesse assunto, muitos falam sobre Deus ser injusto, mesmo não crendo na existência dEle. Ora, se Deus não existe, de onde tiramos o padrão de moralidade e o que é a justiça?
Se a humanidade tem algum senso de justiça, então, alguma fonte externa e superior tem a régua que mede os parâmetros do que é justo e correto. Sendo assim, esta fonte da justiça é e seria, exclusivamente, Deus. Então, ao reclamar sobre supostas injustiças, muitas dessas pessoas críticas, inclusive relativistas, admitem de maneira indireta que há uma fonte de verdade e justiça absoluta.
Por fim, estes registros históricos não são prescritivos, ou seja, ordens para a Igreja Cristã, que luta no reino espiritual (Efésios 6:10-17) seguir, mas apenas para o nosso ensino e reflexão.
Conclusão
Nesta aula, podemos ensinar várias lições aos nossos alunos: Deus usa aqueles que são improváveis e que ninguém dá valor, com armas ou equipamentos considerados fracos ou certos de derrota (como Sangar), confundindo a lógica humana.
Deus dá vitória ao Seu povo segundo a sua graça e misericórdia. Também, vemos que Deus não é ou foi injusto em Suas ações, mas agiu segundo o contexto da época e sua soberania durante as guerras de Israel.
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Moacir David
Servo de Jesus Cristo. Desenvolvedor formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pelo IFPB – Campus Cajazeiras. Atua como secretário da Escola Bíblica Dominical e professor auxiliar da classe de jovens no templo sede da Assembleia de Deus em Marizópolis–PB.






